quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Disease

É isso mesmo que você queria?
Foi tão ruim assim?
Não foi o suficiente?
Vou ter que carregar essa culpa sozinha?

Nada mais me dói do que as suas últimas palavras.
Já estava tudo perdido.
E, depois que tudo que aconteceu, 
Por que é que eu sinto que a culpa é só minha?

Por que que no final tudo se inverteu?
O que a vida quer de mim assim?
Se tudo ao redor me mostra que foi o melhor caminho, 
POR QUE eu não sinto que foi?

Por que tinha que ser fácil só pra você?
Não poderia ser pros dois?
Tem mais alguma coisa que você me escondeu?

Eu, sinceramente, desisto.

Então vai.
Diz pra ela tudo o que dizia pra mim.
Faça as mesmas promessas.
Use os mesmos nomes e apelidos.
Mesmas brincadeiras.
Dedique as mesmas músicas.
Dê os mesmos presentes.

Só não a trate igual a mim.
Por que nenhuma criatura no mundo, merece sentir esse buraco.

Eu só queria viver minha vida.
Em paz.
Sem memórias.
Sem dor.
Sem medo.
Sem tudo o que significa você.

Como?

Fica o vazio da pergunta.
Porque não existe uma resposta.
Ninguém tem essa resposta.
Dizem que ela está dentro da gente.
Que está no tempo.
Blá-blá-blá.

É tudo muito vago pra uma dor muito grande.
E nada basta.
Nada estanca.
Nada alivia.
Só funciona como uma maquiagem.
Uma máscara, que cai toda noite.
No travesseiro.
Durante o sono.
Que preciso ajustar e colocar de novo no outro dia.

Não era pra ser assim.
EU QUERO VIVER.
Só que alguma coisa me segura.
E isso não tá indo bem.


"And now my heart's dead
I feel so empty and hollow
And I'll never give myself to another the way I gave it to you
You don't even recognize the ways you hurt me, do you?
It's gonna take a miracle to bring me back
I guess that's what I get for wishful thinking
Should've never let you enter my door
It's like I checked into rehab
And baby, you're my disease."

sábado, 20 de abril de 2013

Espera que o Sol já vem.

Eu nem sei como começa, mas começa.
Devagar, cheio de receios e dúvidas, mas quando você se dá conta isso já faz parte de você.
Da sua rotina, do seus planos, da sua família, dos seus amigos, da sua casa, da sua vida...
E na mesma velocidade que começa termina.
Dizem que é assim mesmo a vida.
Eu ainda tenho minhas dúvidas.
Será que sou um dos poucos românticos incuráveis que restam no planeta?
Pode ser.
Entre tantas promessas só me restaram as que agora são feitas de frente ao espelho, pra mim mesma.
Promessa de que vai passar, de que minha cabeça vai continuar erguida, de que eu tenho o controle disso.
Promessa de que isso não vai se repetir, de que amanhã vai doer menos, de que o tempo apaga, cicatriza.
Tempo.
O bendito tempo.
Pra quem tá do lado de cá, cada segundo dura uma hora.
Mas eu quando eu tava do lado de lá, cada segundo foi uma fração dele mesmo.
Dizem que quando alguma coisa é muito boa o tempo passa mais rápido.
E passou.
E quando as coisas são ruins, elas tem a mania de parecer eternas.
Na minha incurável cabeça algumas coisas não encaixam.
Chega uma hora na vida em que a claridade das coisas assustam, ou você encara, ou você continua no seu comodismo.
É aí que nada está se encaixando.
Serei eu também uma eterna tola? Que ainda acredita nas promessas feitas olhando nos olhos?
Que ainda se comove? Se apaixona? Confia? Se entrega? Tenta e retenta quantas vezes forem necessárias?
Na minha cabeça eu já ensaiei esse discurso milhões de vezes.
Mas eu nunca vou ter a chance de realmente dizer olhando nos seus olhos, assim como você um dia olhou nos meus e me fez acreditar que tudo isso era real.
Eu não consigo ser fria. E nem morna.
Meias verdades, meias palavras, meias vontades, meias tentativas, meia dedicação, meio empenho, meio cuidado, meia entrega, meio desejo, meias demonstrações, meio sentimento, meio amor.
Inteira verdade, inteiras palavras, inteiras vontades, inteiras tentativas, inteira entrega, inteiro empenho, inteiro cuidado, inteiro desejo, inteira dedicação, inteira demonstração, inteiro sentimento, inteiro amor.
Sua visão, minha visão. Minha visão, sua visão.
As coisas saem do eixo antes que você possa retomar o fôlego.
A dor de não saber, a dor de desconfiar, a dor de acreditar, a dor de aceitar, a dor de entender, a dor de desistir, a dor de prosseguir.
Momentos ruins, engavetados. Momentos bons, insistindo em martelar.
Reaprender. É a palavra.
Reaprender os gostos, os sonhos, as vontades. Reaprender em se colocar como prioridade, a voltar o foco pra você.
Pro que você quer, pro que você deseja, pro que você planejou, pro que você é, foi e ainda quer ser.
Temos o chato defeito de ainda esperar algo dos outros, principalmente consideração.
A decência de se explicar, de perdoar, de ouvir, de resolver, de guardar com o zelo o que foi especial um dia.
Não sei realmente onde isso acabou aí dentro.
Num "abracadabra" e puff, lá se foi.
Não acho que isso seja se humilhar. Alguém precisa deixar o orgulho de lado alguma vez.
Vejo isso como um desabafo da minha parte.
Não consigo ser menos intensa do que isso. Menos viva do que isso..e como alguns dizem, menos "maluca" do que isso.
Eu sei até onde já fui. Sei onde quero ir. E já sei como ir.
Eu sei o que já conquistei. Sei o que falta conquistar. E já sei por onde começar.
Que falem, que achem, que pensem.
Quem precisa saber, sabe.
Quem precisa ficar, fica.
Quem precisa reconhecer, reconhece.
Quem precisa amar, ama.

Eu tomei uma posição. Você fez uma escolha.

Hora de engavetar também os momentos bons.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Nothing Lasts Forever

Foi diferente de todos os outros.
Muito diferente.
Não teve aquela sensação de borboletas no estômago e pernas tremendo.
Simplesmente aconteceu.
Nos esbarramos por aí, numa situação que eu julgava até improvável de surgir algo maior daquilo tudo.
"Era só pra me divertir"
Como eu sempre fazia. Mas não foi bem assim.
No fundo chega uma hora que você quer sossegar.
Tantas dificuldades, tantas dúvidas, nenhuma certeza.
Nem sei direito mais em que parte isso virou uma coisa séria.
Só sei que virou.
Ha, ainda lembro da primeira foto que eu vi, logo pensei "awn ti bebezinho dididi *-*"
Sou irremediável no quesito faixa etária.

Entrou na minha vida pela porta da frente e nem pediu licença.
Mas e agora? Vai sair pela porta dos fundos e "deixar pra lá" tudo isso que vivemos e iríamos viver?
Uma palavra: complicado.
Duas pessoas que decidem ficar juntas precisam aprender a entrar na vida do outro, mas sem ser invasivo.
Precisam aprender a mudar de idéia, ceder, ser contrariado.
Acostumar com manias, jeitos, hábitos, gostos e até vocabulário.
Que graça teria se fosse igual?

Mas há uma coisa que precisa ser igual.
A vontade de ficar junto e de se preocupar com o outro.
A mesma disposição pra enfrentar problemas, crises e o que vier, porque sabe que no final tudo vai dar certo quando um pode contar com o outro.

Onde foi que perdemos o sentido dessas coisas?
Respeito precisa vir acima de tudo.
Depois vem a fase do molde.
Moldar ao jeito da pessoa sem deixar de ser você.
Em português brasileiro chamaríamos isso de: ginga, [risos].
Mas é verdade mesmo, precisa de ginga.
Conciliar a sua individualidade com os sentimentos de outra pessoa totalmente diferente de você.
Dividir é uma palavra chave.
Ter o meio termo entre o "meu querer" e o "seu querer", o "meu precisar" e o "seu precisar", o "meu gostar" e o "seu gostar" e o "meu sentir" e o "seu sentir".

E o amor? Cade o amor?
Se ele existe, eu preciso saber, eu preciso voltar a sentir!
O meu está aqui. Guardado. Sem chance de poder mostrar o tamanho e a força que ele tem.

O que eu mais quero é resgatar tudo isso.
É poder ficar empolgada por tomar um simples sorvete numa tarde de domingo, sabendo que tudo ia dar certo. Que iríamos realmente tomar o sorvete, que seria na hora combinada e lugar combinado.
Que todas as expectativas seriam alcançadas e a diversão garantida.

Crescer e evoluir. Extremamente necessário.
Pra gente e para o outro.
Mas pra isso precisamos encarar a realidade, por mais que não gostemos dela, e tirarmos o melhor proveito e o melhor aprendizado disso tudo.

Viver na incerteza, viver no individualismo, perder o respeito, esquecer o que antes era importante, não poder confiar no comprometimento do outro pra fazer acontecer...
Não são qualidades que cabem num relacionamento. Não era pra ser assim.
As vezes sinto até que não faz diferença mais pra você.
Que tudo isso é parte de uma grande desculpa pra cada um seguir sua vida.

E agora é aquele dilema. Esperar pra ver se tem resultado.
Grande chance de frustrar no final. E só Deus sabe como isso está esmagando meu coração.
Não consigo ver uma luz no fim do túnel mais.
Não queria que fosse assim.
Era pra fazer bem gostar de alguém.

"I tried and tried to let you know
I love you but I'm letting go"    - 5, Maroon.


domingo, 9 de dezembro de 2012

Ser ou não ser?

Tenho esse grande defeito, se é que posso chamar assim, de ser pisciana.
Seja você da crença que for, duvido que nunca tenha lido seu horóscopo do dia.
E acreditando nisso ou não, eu me enquadro muito bem dentro das descrições sobre a minha personalidade.
Chamo isso de defeito as vezes por não conseguir conciliar o que é real e o que é irreal.
Me pego sempre suspirando por aquela cena de filme que não tem a menor chance de acontecer no mundo real.
Ou me pego extremamente estressada e indiferente com com os sentimentos alheios.
Maldita bipolaridade.

Tenho um desejo enorme por um mundo em que as pessoas sejam aceitas independentemente da sua roupa, cabelo, estilo entre outros.
O que deveria importar era o que tem por dentro. O que cada um de nós podemos oferecer de melhor naquilo que nos propusermos fazer.
O caráter, os valores, aquela coisa que vem de berço sabe?
Quanta gente por aí que eu conheço cheia de tatuagem e com o cabelo colorido que é mais inteligente do que muito neguinho engravatado...
Se eu tivesse postado isso no face eu teria dezenas de "curtir", mas pergunte pra essas pessoas se elas contratariam alguém assim, metade iria recuar dizendo "aah.. é.. bom, é que é diferente né".

DIFERENTE PORQUE? 

Ah é.. preconceito. Preconceito sim.
No fundo tudo aquilo que for diferente incomoda e não é aceito.
Nós deveríamos ter mais liberdade pra sermos como quisermos nesse sentido.
Por exemplo, preciso trocar meu piercing todo dia e não faço nem mais uma mechinha no meu cabelo para poder manter o emprego.
Já tenho que aguentar muita gente falando da minha tatuagem pelas costas. E sim, eu estou ouvindo quando vocês comentam, engraçado como vocês não conseguem manter a descrição (risos).
Sei lá, ter um piercing, uma tatuagem... não mudou minha capacidade de fazer as coisas.
Muito pelo contrário, motiva muito mais fazer as coisas quando estamos felizes com nós mesmo, seja de corpo ou de mente. Não é?

Bom, mas não era nesse ponto que eu queria chegar.
O que eu queria dizer é que não sei lidar com as emoções quando elas chegam (é aquele defeito de ser pisciana que eu comentei ali em cima).
Extravasar? Guardar? Moderar?
Somos muito pressionados a fazer tudo certo, do jeito certo, na hora certa e bem rápido!
Eternos escravos do relógio...

Tolerância é a palavra do dia.
Tenho "força" tatuada no braço, mas sinceramente eu deveria ter tatuado no cérebro.
Força pra enfrentar os problemas, pra superar as dores e os medos, força para buscar tolerância até no limite do limite.
Acho que um dia eu aprendo.
Aprendo e entendo.
Entendo que cada pessoa pensa diferente, recebeu uma educação diferente, sente as coisas que formas diferentes, tem opiniões diferentes... e que todos nós devemos ser respeitados na nossa individualidade.
Só não podemos cair naquela de síndrome de Gabriela "eu nasci assim, eu cresci assim..."
Todo pokemón precisa evoluir alguma hora né?

Mas enfim, preciso trabalhar minha tolerância para tolerar aqueles que não toleram o que deveria ser tolerado.
Em outras palavras, tolerância para aguentar a falta de respeito, a teimosia, o pensamento preconceituoso de muita gente por aí.

E assim a gente vai vivendo, caindo, levantando, ensinando, aprendendo... é assim mesmo que a roda gira né?
E eu, pelo jeito, continuarei a ser essa pisciana frustada e apaixonada para todo o sempre!

;)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Fênix

E daí tem aquele dia que você levanta se sentindo a pior pessoa do mundo.
Em todos os sentidos.
É um misto de incapacidade própria pra tomar as rédeas da situação com um monte de pensamentos confusos.

Não ha nada pior do que se sentir feita de idiota.
E quando você pensa que já está ruim alguém te mostra que pode ser pior.
Que alguém do seu lado sente que sua vida não vale mais a pena, e uma parte da culpa, por mais que pequena, é também sua.

E de repente o resto do seu chão some.
Você se mata pra conquistar seus sonhos, e outros com um esforço bem menor, ou quase nenhum, conseguem tudo bem antes do que você.
E mais uma vez frustam seus sonhos.

Acho que pode ser um defeito meu essa questão de ter consideração pelo que foi bom um dia no passado.
Mas é minha unica saída de emergência pra manter as coisas no "lugar", se é que existe um lugar pra elas.

Como não magoar alguém se você não consegue ser falsa e fingir que está tudo bem?
Como ficar feliz por uma situação que era pra você fazer parte, mas não vai?
E como não me sentir culpada por me sentir assim?

Não é possível voltar e nem consertar o que foi feito ou dito.
Ainda tenho que achar forças de alguma forma pra melhorar o que será daqui pra frente.
Porque a vontade de desistir agora é muito grande.